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2013/04/18

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As Crônicas de Charn [Cap.XVI]

Publicado em , ,
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse: — Documento I.


“Oh, Imperatriz de poder magnífico, cujo nome não sou digno de citar. Vanglória às suas vitórias, na qual novos infelizes contemplaram a miséria; assim como eu, acredito, insignificante a seus pés. Concretizem seus desejos e prazeres, ó Rainha, tal como não posso mais sonhar. A desgraça diária que nos daí hoje, seja a prova das nossas infidelidades em outros tempos, queimaremos nas chamas por tais atos. Vendo-te minha alma, ó Ministra da Magia Negra; lastimarei no inferno, ó deusa, se já não estou no próprio. Serei esquartejado para concedê-la a proeza de ser a última a respirar. — Orações, como ordenado e sugerido, dama. Percebo, então, que terei de narrar as minhas desgraças, ó senhora fonte de minhas insônias, cujo título talvez não seja apropriado ao termo mãe; talvez algo de maior respeito e significância. Vivencio pesadelos na sua base, majestade, entendida por diferentes olhares no passado. Jamais imaginava eu, a existência, em terras abandonadas do Norte, do desespero e ingratidão em corpo sólido. (...) A origem da frustração, aniquilação, maldade, estertor e loucura. Na totalidade de sua autoria, soberana dos espíritos.

2013/04/11

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As Crônicas de Charn [Cap.XV]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse: — Akashi Tremore! [Cap. XV].

— Venha consternado órfão. Venha, siga-me, pois a agonia lhe aguarda... Por que tremulante, moleque? Sabe, para eles, você não passa de uma aberração, assim como minha pessoa. Relaxe. Não ousam matar tão rapidamente seus miseráveis de estimações, pretendem assistir os mesmos com a pequena língua de fora esperando a tragédia. Caso todo esse desespero seja motivado pelo anseio de mais dias de vida, não se preocupe, os terá vagarosa e tracejadamente... Se é que me entende... — aconselhou e comunicou (leia-se por amedrontou) Lenir, já do lado de fora da cela e pronunciando de costas ao menino. A mulher fazia gestos medonhos como quem demonstra ter ambas as mãos lavadas, no caso, pelo mais meloso e comunal sangue das previsões. — Está preparado para ter sua pele queimando, enquanto venera a nossa mãe? A verdadeira, que nunca nos abandona? Venha, fedelho. — Eli cedeu e o fez após certa desconfiança e insegurança; afinal, haveria maior sofrimento que até então? A resposta resume-se em uma abreviação: D.O.P.S.

2013/04/04

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As Crônicas de Charn [Cap.XIV]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse: — Filha da sagacidade [Cap. XIV].

Dinâmica era a situação. Eli, de pouca compreensão sobre o que se passava, — apenas ciente que trancaria, de uma vez por todas, seu ódio irracional. Entendido, igualmente, da possibilidade de travar sua última batalha e último suspiro ali, numa cela imunda e apertada. — deslocava-se sempre à frente, no experimento, inútil até então, de agredir a emissora de tamanha irritação, Kirke. Lenir concebia rigorosos tombos ao órfão e impunha maléficos pensamentos em sua mente vingativa. Logo, viam-se somente pancadas e empurrões, meramente constatadas em intervalos retangulares, no canto superior e noroeste da cela, devido a uma nova claridade irradiada por luzes vindas do pátio, transmitida pela pequena janela composta de quatro barras de ferro; comum em quaisquer prisões; orlas e mais orlas de opressão e desespero. O que se escutava, a cada corte, era de maior apreensão.

2013/03/28

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As Crônicas de Charn [Cap.XIII]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse: — Marionetes do medo [Cap. XIII]


Quando o órfão abriu os olhos, duvidou que o tivesse feito, porque tudo continuava tão semelhante a um pesadelo como antes de abri-los. O rapaz unicamente pensava nas palavras ruidosamente ensurdecedoras, originadas pela provocadora Lenir. — não havia dúvida que se tratava da própria, principalmente após arrastar-se exuberantemente a alguma claridade próxima, a dança do clarão de um farol de bolso nas esbeltas trevas. — “Chega! Chega! Parem de uma vez por todas!”, implorava silenciosamente a criança, pelo término de tamanha dor; em vão. As circunstâncias levariam qualquer um a relembrar dias de liberdade, mas já não era possível: tais momentos pareciam tão distantes, como pertencessem a outra vida e geração. O pobre menino compreendeu, então, que a D.O.P.S gera aflições em seus convidados, a principio, para depois enlouquecê-los, introduzi-los em um universo paralelo de tristeza, sem tréguas.

2013/03/21

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As Crônicas de Charn [Cap.XII]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos!
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— Ora,ora; serei seu psicopata predileto. [Capítulo XII]

Eli enfim estava acorrentado ao medo e tortura. Atado igualmente à opressão, o jovem apresentava aspectos furiosos de ira e descrédito, contudo, ciente e convencido que naquele lugar continuaria até a última de suas meditações. Ainda indignado e descontento ao absoluto com as siglas da tormenta em seu crânio, o órfão permanecia de joelhos, cabeça abaixada, — ocasionalmente assistindo o reflexo, no espelho da vergonha soberana, das lambidas do fulvo no canivete molhado, às suas costas, seguido de ajeitadas sutis no cabelo vermelho e chutes violentos, que atingiam a criança a gritos desesperados...  —  E com lágrimas em sua

2013/03/14

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As Crônicas de Charn [Cap.XI]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— Afinal, a vida é uma grande armadilha. [Capítulo XI]

Oh, diabólico espelho era aquele, composto por um vidro rispidamente espesso, — de profundidade enlouquecedora, aliás, tal como a sensação de estar preso em um recinto sombrio e extremamente arejado, transformando a possibilidade do mais piedoso pedido de socorro ser atendido em um mero sonho longínquo. — e molduras subliminares: expunha desenhos com traçados curiosos à bege tinto, representando mentecaptos, entorpecidos e alguns corpos executados, que acumulados em bandos e em seguimento vertical, revelavam os caracteres da palavra “aflição”, estranhamente. A vidraça tinha aspecto pernicioso. De certa forma, era fonte interrupta dos mais terríveis pesadelos e de depressões arrasadoras. O menino, ao observá-lo atentamente de baixo a cima, viu ao longe, numa espécie de nuvem e nevoeiro ensombrado, um casal sendo decepado. Contemplando mais uma vez e com maior atenção, compreendeu que estava assistindo o perecimento de seus pais, repetidamente.

2013/03/07

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As Crônicas de Charn [Cap.X]

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Classificação indicativa: Não recomendando para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— Sorria, desgraçado! [Capítulo X]

Num choque de duas ou mais peças de armaduras reluzentes, Eli se viu cercado e impedido por meia dúzia de guardas avantajados; um avançou e tapou-lhe a boca com mãos ásperas e pesadas. Acontecera que o menino chamara atenção dos enfileirados e do próprio “cabeleireiro penado”, - um homem baixo, mulato e de cabelos ruivos sebosos; aparentemente cego, mas de timbre aguçado; um individuo possivelmente rotulado de doentio, levando em conta suas faces ambiciosas pela desgraça e arrebatamento dos sentimentos dos ali presentes. - acarretando em movimentações rápidas, porém cautelosas, das sentinelas, que em instantes alcançaram a posse da situação; ou parte dela.

2013/02/28

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As Crônicas de Charn [Cap.IX]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— Escrita dos demônios. [Capítulo IX]

Enfim foi possível visualizar o indivíduo. Tratava-se de uma mulher, provavelmente, com idade superior à de um adolescente e inferior à de um adulto completo. No entanto, a estranha era de imensa diferença a tudo que Eli já vira e imaginara; algo de outro mundo, como ele acrescentou mais tarde. Difícil é descrevê-la. Seus olhos verdes eram de grande profundeza, aliados a um busto charmoso, lembravam fazendeiras de Scimilia, a oeste da metrópole. Possuía, também, bochechas largas e brancas, algo nostálgico para aqueles que conheceram as damas de Londyfar, que fora destruída e tomada invernos atrás, por Sidjah. Infelizmente, a esquisita estava severamente machucada e doentia: a parte superior de sua cabeça, que deveria ter um magnífico cabelo louro no passado, encontrava-se com enormes manchas pretas. Seus seios detinham de inúmeras marcas e deprimentes cicatrizes que formavam mensagens de ameaças a estupro; apresentava volumoso prazer e usufruía de expressões malucas e depressivas. Quando finalmente avançou por completo, deixando clara sua felicidade em estar nua, a maluca mulher - Lenir Kirke. - exclamou, interrompendo a desconfiança dos recém- cativos em conceder uma resposta:

2013/02/21

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As Crônicas de Charn [Cap.VIII]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— Misterioso(a). [Capítulo VIII]

A sensação de estar ali era melancólica e tenebrosa. Algo parecido com o momento em que aguardamos impacientes na sala de espera de um consultório dentista, e assistimos expressões inseguras e medonhas daqueles que já foram consultados. No entanto, refiro-me à D.O.P.S, a prisão demoníaca que brinca com a vida dos infelizes. A aparência e condições desta eram lamentáveis. A começar pelo chão, um lago de urina, já que os prisioneiros só tinham o próprio solo para suas necessidades básicas. As paredes “choravam” lágrimas vermelhas, graças ao sangue respingado dos chicoteados. Ao redor, as tais quatro torres eram pequenas e funcionavam como cabines de vigilância interior. Sendo assim, a divisão e prisão tinha formato de um retângulo escuro, com cobertura, impossibilitado de receber os raios solares. À frente dele, um pequeno castelo, comodidade da Imperatriz Jadis, rodeado de imensas árvores e montanhas. Não é necessário dizer que nem os pássaros ousavam vadear por aquelas bandas.

2013/02/14

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As Crônicas de Charn [Cap. VII]

Publicado em , ,
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— O fim da crença. [Capítulo VII]

A tempestade estava em seu auge. Ao órfão, com os dentes emergidos a sangue, não restava o mínimo de esperança. A cada pingo d’ água que encontrava o chão, o menino fechava seus olhos castanhos e cerrava os dentes, com a intenção de amenizar a dor. O arrependimento liquidava- o. Afinal, fora péssima a decisão de afastar-se das estradas escuras e que o escondiam tão bem. Pela primeira vez em sua jornada desejou, profundamente, encontrar-se naquela cidade que deixara, ou as sobras dela. 

Ainda não satisfeito, o homem corpulento pisoteou, mais algumas vezes, a face do garoto, ao mesmo tempo em que cuspia nos seus olhos. Demonstrando abundante prazer, deu meia volta e, indelicadamente, agarrou a senhora e o recém- nascido que assistiam o triste espetáculo do rapaz e a escapatória do quadrúpede ao seu lado. Ambos foram deixados em uma velha carroça, guiada por duas éguas de expressões demoníacas e perturbadas. O próximo foi Eli. 

2013/02/07

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As Crônicas de Charn [Cap. VI]

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Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— A flecha da mais imponente das almas. [Capítulo VI]

- A você, sua vagabunda, foi feita uma oferta. – continuou a voz, que elevava seu volume a cada pausa, na espera do término dos gritos. 

– Você sabe e muito bem, seguir as ordens da imponente Imperatriz de bruxaria, é um jeito delicioso, prazeroso e suave de viver. Este lugar sempre pertenceu a ela! Aja como seus vizinhos. Entregue suas posses e agradeça a liberdade, ou recuse e assista, sinta a tortura de seu filho.  Após as doloridas e atormentadoras palavras ecoarem nos ouvidos de Eli, ouviu-se um estrondo. A porta principal da casa, em que se originava a discussão, fora quebrada, e dela surgiu um homem de meia idade, alto, forte e de aparência respeitosa. Sobre seus braços estavam uma senhora, com a barriga e cintura alagadas de sangue e um bebê; este chorava, já prevendo o tormento de seu futuro. O homem aproximava-se do jovem, o qual continuava profundamente quieto e imóvel.  

2013/01/31

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As Crônicas de Charn [Cap. V]

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Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
— O mundo dos mundos; o sofrimento dos desesperados [Capítulo V]

O imenso poder dos anéis é impossível de ser descrito. Eles possuíam uma magnitude sobre um mundo de mundos, algo de expansões infinitas. O plano tinha como base sequestrar Jadis. Após o sucesso, um ritual deveria ser realizado: os anéis deveriam ser colocados no indicador, médio e anelar, envolvidos a sangue pelos extremos do dedo, para que assim, a Imperatriz encarna-se em um distante e medonho local, recebendo os péssimos tratamentos que Sidjah sempre a desejou. Afastada, a base da D.O.P.S, onde a irmã feiticeira passava a maior parte do tempo, possuía uma defesa militar significante, quem entrava, jamais sairia antes da partida da morte. Resultando assim, em dificuldades extremas para o primeiro ato do esquema dos soldados da Ministra Política. Logo, buscando impedir a relação de soldados da metrópole e a própria fuga de Jadis, foram barradas todas as saídas, e fechados todos os portões. 

2013/01/24

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As Crônicas de Charn [Cap.IV]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse —  Magia infernal. [Capítulo IV]

O negrume e silêncio fundiam-se de maneira espantosa. Mal viam a face do outro e muito menos deixavam de permanecer atentos em suas palavras, já que estas soavam extremamente importantes e decisivas na quietude profunda. Ao decorrer da conversa, o menino já planejava o que fazer no dia seguinte. A primeira ideia era de cavalgar mais algumas centenas de metros, cruzando o rio Merhamet, aproximando-se da base. No entanto, passar mais alguns dias ali, conversando com o esquisito e sério, mas, carismático velho, não seria de mau conceito. Decidiu-se após as últimas palavras de Rashid:  — Oh, meu jovem... Eu fui um dos militares convocados para tal sacrilégio. Porém, ao contrário de meus companheiros, pus-me contra a Jadis; recusei-me e tentei convencer os outros de que não seria o correto. De castigo, não bastou a morte, mas, também, a feitiçaria da maluca Imperatriz. Hoje, tenho a função de eliminar as impurezas, despachar e entregar ao sono profundo, aqueles que colocam seu corpo aqui. Logo, tenho que... Desculpe-me. 

2013/01/17

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As Crônicas de Charn [Cap.III]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
 —  A Soberana. [Capítulo III]

Já era tarde; o Sol de Charn retirava-se, humildemente, para a entrada da noite. Uma brisa suave cercava os dois, obrigando Eli desembaraçar seus longos cabelos negros a cada minuto. Intervendo o profundo silêncio, Rashid prosseguiu: 

— Como eu estava dizendo... Jadis demonstrou-se um passo a frente da irmã... A associação política de Charn possuía três grandes líderes que, na frequente ausência de Sidjah, organizavam os interesses econômicos e princípios para a batalha da devastação.O mais novo, Hakght, deixou-se à luxúria; este contratava mulheres que leiloavam prazer e a própria palpitação. Lapght, de meia idade, realizava seus sonhos através dos maiores banquetes; esse, extremamente gordo e preguiçoso, exigia alimentação em abundância e sem repartição. Havia também o mais vaidoso: Wenght, que negociava sentimentos por melhor aspecto físico. 

2013/01/10

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As Crônicas de Charn [Cap. II]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
 —  O trono da angústia. [Capítulo II]

Em meio aquele apocalipse, Eli questionou-se qual seria a escolha mais sensata a seguir. Talvez, desistir seria uma ideia sábia, mas o menino saturava-se de prazer em pensar na condenação das pessoas inocentes que viviam no vilarejo e garantia a si mesmo que não havia nada a perder. O nome contido no bilhete era de pouca peculiaridade, porém assemelhava facilmente com o passado dos pais. Torturava-se, lá no fundo, por não ter sido morto juntamente ao casal que tanto amava, até porque, nas situações em que se encontrava, a morte era, sem dúvida, mais aperitiva do que a própria vida; injusta e desgraçada, como disse mais tarde. 

2013/01/03

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As Crônicas de Charn [Cap. I]

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Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos.
As Crônicas de Charn Apocalipse:
 —  A jornada injustiçada começa. [Capítulo I]

Alguns milênios atrás havia um mundo, para lá da pacata Londres e para cá da recente e extinta Nárnia, tão sombrio e elegante quanto seu nome: Charn. Construções de tamanho espantoso, recursos altamente industrializados e um ambiente violento onde tudo e todos são dominados por algo maior e destrutivo: a guerra. Um mundo em ruínas, com sede de sangue e fome por destruição. 

Com o chão recoberto de cadáveres, o lugar era campo para a mais insensata das guerras, o palco para uma batalha interminável e profunda entre a política e a feitiçaria. Interessadas no poder e domínio, ambas destruíam o próprio mundo, massacrando acordos e leis, fazendo da sociedade seus, desgraçados, servos.